Dia Nacional da Cachaça
 

CACHAÇA LEGAL

Atenção!
O consumo de cachaça que não possui registro nos orgãos competentes não é ético e pode prejudicar a sua saúde

O Cachacista - Se beber não dirija
O Cachacista - Cuide do planeta

A Cachaça

Embora haja muitas estórias pitorescas e, porque não dizer, criativas sobre o marco zero da cachaça, o certo é que a sua história se confunde com a História do Brasil, tendo como protagonistas a cana-de-açucar, o imigrante português e o escravo africano, que juntos, numa Terra de Índios, criaram a bebida que mais simboliza o modo de viver e o espírito descontraído do brasileiro.

A primeira plantação de cana no Brasil foi feita em 1504, pelo fidalgo judei de Portugal Fernão de Noronha, que recebeu a ilha, que hoje leva o seu nome, para a exploração do pau brasil. Há referências de que o primeiro engenho de açucar foi construido em 1516, na Feitoria de Itamaracá, criada pelo Rei D. Manuel no litoral pernambucano e confiada ao técnico de administração colonial Pero Capico. A prova documental dessa tese está nos registros de pagamento de tributo alfandegário sobre uma carga de açucar, vinda de Pernambuco, datados de 1526, encontrados em Lisboa.

Pesquisas arqueológicas, conduzidas pela Universidade Federal da Bahia, encontraram ruínas de um engenho de açucar, datado de 1520, nas redondezas de Porto Seguro.

Pelo fato de Martim Afonso de Souza ter chefiado a primeira expedição colonizadora do Brasil, tendo fundado a Vila de São Vicente em 1532 e logo iniciado o cultivo da cana e a construção de engenhos de açucar, tem sido defendida a tese de que a produção de açucar tenha sido feita pela primeira vez no litoral paulista.

Apesar de não haver registro preciso sobre o verdadeiro local onde a primeira destilação de cachaça tenha sido iniciada, pode-se afirmar que ela se deu no território brasileiro, em algum engenho do litoral, entre os anos de 1516 e 1532, sendo, portanto, o primeiro destilado da América Latina, antes mesmo do aparecimento do pisco peruano, da tequila mexicana e do rum caribenho.

Denominação

Cachaça é a denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de 38% Vol (trinta e oito por cento em volume) a 48% Vol (quarenta e oito por cento em volume) a 20ºC (vinte graus Celsius), obtida da destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açucar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açucares até 6g/l (seis gramas por litro), expressos em sacarose.

Tipos e estilos de cachaças

Após a destilação e filtragem, a cachaça, para fixar o seu caráter e consolidar a sua personalidade, deve ser descansada por 2 a 4 meses. Após esse período, ou é engarrafada ou é submetida ao processo de envelhecimento em recipientes de madeiras, quando adquire novas características sensoriais: cor, aroma e paladar. Dessa forma, a cachaça é oferecida aos apreciadores em diferentes tipos e estilos.

Cachaça Descansada, Branca, Nova, Prata ou Tradicional
É a cachaça que , após produzida, é armazenada em recipientes neutros, de madeira ou não, que não agregue cor à bebida.
Cachaça Envelhecida, Amarela ou Ouro
É a cachaça que contém, no mínimo, 50% de cachaça nova envelhecida em recipiente de madeira apropriado, com capacidade máxima de 700 litros, por um período não inferior a um ano.
Cachaça Premium
É a cachaça que contém 100% de cachaça envelhecida em recipiente de madeira apropriado, com capacidade máxima de 700 litros, por um período não inferior a um ano.
Cachaça Extra Premium
É a cachaça que contém 100% de cachaça envelhecida em recipiente de madeira apropriado, com capacidade máxima de 700 litros, por um período não inferior a três anos.
Cachaça Reserva Especial
É a cachaça que possui características sensoriais, dentre outras, diferenciadas do padrão usual e normal dos produtos elaborados pelo estabelecimento, desde que devidamente comprovada. Os laudos técnicos deverão ser emitidos por laboratórios públicos ou privados reconhecidos pelo MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Cachaça Adoçada
É a cachaça que contém açúcares em quantidade superior a 6g/l e inferior a 30g/l, expressos em sacarose.

Formas de Apreciação

A Cachaça, sendo uma bebida eclética, pode ser apreciada de várias formas, satisfazendo a diferentes tipos de gostos e hábitos:

Isolada
Na forma pura, resfriada, gelada ou com gelo, etc
Misturada
Caipirinha, Batidas, Coquetéis, Rabo de Galo, com Energéticos, etc.
Acompanhada
Com café, com Chá, com Caldinhos, com Frutas, etc.

Drincologia da cachaça

No cenário da coquetelaria internacional, o Brasil aparece representado por suas batidas de frutas tropicais e pela mundialmente conhecida "Caipirinha", que é o drinque brasileiro por excelência.

Embora a origem da caipirinha não seja oficialmente conhecida, a versão mais provável conta que ela nasceu no interior de São Paulo, em 1918, como remédio contra a gripe espanhola. Era uma variante de uma receita popular, à base de limão, alho e mel, à qual se adicionou a cachaça para acelerar o efeito terapêutico, já que remédio deveria ter um pouco de álcool. Com o passar do tempo, e após passada a onda da gripe, foram eliminados o alho e o mel, adicionou-se algumas colheres de açúcar, para cortar a acidez do limão, e acrescentou-se alguns cubos de gelo, para amenizar os efeitos do nosso clima quente.

Receita

Ingredientes: ½ limão Taiti, 1 colher de sopa de açúcar refinado branco, 1 dose (50 ml) de cachaça branca e de 3 a 5 cubos de gelo (não picado).

Preparo: retirar os caroços e a parte branca de meio limão e fatiar, mantendo a casca. Colocar em um copo de vidro, adicionar o açúcar e amassar tudo, suavemente, com um bastão. Acrescentar a cachaça e mexer até o açúcar se dissolver. Colocar os cubos de gelo, mexer novamente e servir. Sendo um drinque personalizado, a caipirinha deve ser preparada na hora de servir, individualmente e diretamente no copo, ou seja, sem o uso de coqueteleira.